
Olá Guerreiros!
Creio que esta poderosa ferramenta de comunicação e difusão de idéias que é o jotabloga, não poderia à parte deste tão grandioso e “elefantoso branco” evento! Oh! O que que eu disse? Será que estou renegando a tão falada iniciativa de reunir jovens, velhos, índios, pobres, enfim... uma vuca de gente para falar de suas insatisfações e dos problemas do mundo? Bem... Quase isso!
Mas não sou o único! Abaixo segue alguns trechos do jornal O Liberal, de domingo, dia 25 de janeiro de 2008, caderno atualidades, página 17:
“Promover o debate democrático de idéias e formular propostas para a construção de um mundo menos desigual é o objetivo do Fórum Social Mundial, que acontece em Belém, a partir de terça-feira, 27.[...]
O economista João Olinto Tourinho e Silva revela que está apreensivo em função do SM, sobretudo com as discussões sobre o desenvolvimento da região. ‘A maioria dos participantes desse evento quer falar do futuro, falando mal do passado. As pessoas são muito negativas em relação à natureza. Querem aparecer sem ter conteúdo para falar do assunto. Eles encaram o fechamento de uma empresa como o epicentro de um terremoto. É muito fácil fazer terrorismo’ critica.
‘A Amazônia, assim como qualquer outro lugar do mundo, enfrenta problemas ambientas, porém, não podemos encará-los com radicalismo. As pessoas querem que a gente preserve, mas e o desenvolvimento? Muita gente não conhece a realidade da região’.[...] ‘Entretanto, até mesmo em projetos sustentáveis, a natureza sofre um mínimo de impacto’.
‘As pessoas vêm discutir formas alternativas para a economia que não condizem com a realidade. Todo mundo sabe que o socialismo perdeu muito espaço. Apesar do sistema capitalista ser considerado desigual, pois só aquele que quer trabalhar, trabalha, ele distribui muito mais benefícios que o socialismo, que só distribui miséria’, afirma.”
Caramba! É aquela discussão CAPITALISMO X SOCIALISMO? Não acredito! Mas é por aí mesmo coleguinhas. Na própria reportagem, que vem após apresentação “imparcial”do evento, é feito um histórico em que mostra que o Fórum acorreu a 1a vez no ano de 2001, no Rio Grande do Sul e que é concomitante ao Fórum Econômico de Davos, na Suíça. Nem seguindo por essas terras ideológicas ainda, vejam só como chega a coisa por aqui:
- A mídia simplesmente decidiu prestar seus serviços menos de um mês antes do evento;
- Os locais da cidade como Shoppings, Shows, Cinemas, locais de grande concentração de jovens, não funcionaram como pontos de divulgação e sensibilização para a causa, até paredão do big brother é mais popular que o Fórum;
- Belém está imersa numa onda de violência que se não atrapalhou neutralizou qualquer organização da sociedade;
- As vias de trânsito e a rede hoteleira mostram-se insuficientes para eventos deste porte e até maiores como os jogos da Copa de 2014, pois apesar de recebermos mais de 2 milhões de pessoas no Círio, a maioria é do interior e têm parentes na capital, nada similar ao que poderá atrair para um jogo de copa do mundo;
- A cidade em si, não fez frente proativa para receber clientes em potencial, desde o tacacá da esquina até os passeios pela orla e ilhas do entorno de Belém;
Em todos estes fatos, eu enxergo possibilidades para o Design. Possibilidades que otimizariam a cidade e fomentariam o seu consumo. Isso mesmo. Uma cidade que recebe um evento desses tem que vender-se, no bom sentido é claro, se bem que a classe das prostitutas vibra, literalmente e financeiramente, com a chegada de tantos gringos.
Os estabelecimentos de diversas áreas poderiam procurar as universidades, o SEBRAE, assim com essas próprias instituições poderiam oferecer serviços e soluções em Design para promover, melhorar e potencializar ambientes, produtos, serviços, materiais gráficos, sem que para isso os honorários fossem condizentes com aceitável, valeria mais as experiências, a cidade que seria melhor apresentada. Você não recebe uma pessoa arrumando a casa com os artigos mais novos que você tem?
A própria sinalização da cidade poderia ter sido adaptada/otimizada com o desenvolvimento de elementos temáticos, inovadores, tanto na estética quanto nos materiais utilizados.
Outra importante oportunidade perdida pelos estudantes e profissionais de Design, que por sinal é uma falha em todas as instituições parte de um princípio básico: se eu adentro num curso e numa profissão que o próprio nome já é em inglês, presumo que esta língua será de bastante utilidade (de forma que outro idioma é crucial para qualquer profissão e profissional que queria interagir e agir numa economia de mercado e sociedade globalizadas como a nossa).
Não só o inglês, como o espanhol e o francês, serão as línguas correntes no evento, onde todos poderíamos experenciar a troca de informações em outros idiomas. Fato ainda ignorado pelas nossas instituições de ensino do Design que passam batido nesta disciplina (Língua Estrangeira) o que demonstra nossa formação incompleta e incoerente com a prática globalizada natural de qualquer ramo do conhecimento contemporâneo, já que a maioria das publicações, melhores e diversas, são internacionais.
Portanto, caros colegas, desculpem o meu olhar, mas se eu estiver enganado, ou exaltado, gostaria de pedir a contribuição de vocês. Se, pelo menos 70% do que eu disse, estiver coerente com a nossa realidade e atualidade, concluo que o Design, tomando por base sua maioria, estudantes, profissionais e instituições de ensino, ficou aquém, à parte, FORA desta oportunidade, senão política econômica, de se estabelecer cada vez mais na nossa sociedade paraense, seja trabalhando, seja reivindicando. Mas uma vez se alguém tiver algum contra-ponto quanto ao que registre aqui, por favor manifeste-se e divida conosco suas informações.
Até a próxima em que eu continuarei falando sobre o Fórum Social Mundial e o que isso serve para nós. Falow!