terça-feira, 24 de março de 2009

Os Melhores da sessão da tarde!



Égua!

Eu não podeia deixar de mandar pra vocês o link http://www.blogdojotace.com.br/tag/sessao-da-tarde/ para a página que está fazendo uma homenagem a todos aqueles que já "investiram" suas tardes para assistir qualquer um dos clássicos mostrados, dentre eles o célebre "curtindo a vida adoidado": cara, eu juro que, assim, por alto, eu já vi umas dez vezes esse filme!.
Tenho certeza que muitos irão sentir, como eu, o cheiro das capas de VHS que enchiam as saudosas locadoras. Eu juro, vendo essas imagens eu fui transportado para um passado onde íamos nas locadoras pegávamos as capas e ficávamos escolhendo, lendo, enfim... Vale a pena ver de novo, desculpe o trocadilho, mas a sessão da tarde além de um arquivo nacional (e internacional já que os filme em 90% eram e são americanos e/ou estrangeiros) é um verdadeiro baú para lembrarmos dos nossos dias de ficar em casa a tarde: Faz muito tempo! Não sei o que isso desde 2001 quando fiz meu primeiro ano e começou a sugação na minha vida. Mas, sabe: nóis sofre mais nóis goza, Ahhhhhhhhhh!!!

Valeu. Até.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Material de programação visual

Olá a todos.
Só queria avisar aos meus alunos e a todos os interressados em progrmação visual que a apresentação, contendo os tópicos e as imagens sobre os tipos de símbolos, para a programção visual, e a apostila, super caprichada que eu preparei, estão disponíveis no link Aula06_ símbolos. Deem uma olhada.
Também quero anunciar que está em minhas mão uma edição do livro "O Valor do Design" da ADG em parceria com o Senac SP. Quero muito discorrer sobre os assuntos abordados no livro e conto com vocês colegas e alunos para meterem o bedelho, afinal somos nós que devemos fazer o Design não é? Ou devemos ficar só olhando e estudando?
AH! de novo, só a última eu prometo, a turma do concomitante do IFPA, da tarde, da disciplina de Design de Produtos, ministrada pela professora Nino e Eu, está desenvolvedo quatro mock-ups de mobiliários baseados nos estilo de fazer Design dos irmãos Campanas e na Doca de souza franco, esse tão contraditório cartão-postal de nossa cidade. O Outro conceito ( e dá pra ter mais? EHeheheeh) fica à cargo dos "designers" reponsáveis pelos projetos. Quando sáirem os mock-ups eu prometo divulgar por aqui.

NO mais era só isso. Até.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Carnaval: o ópio da nação!


Olá a todos,

Estou de volta da minha jornada interessante lá pelo carnaval de Abaetetuba. Mesmo me divertindo muito, não pude deixar de ter um pensamento, meio corta-liga, eu sei, mas... vocês já devem ter percebido que, para quem brinca principalmente, o carnaval meio que pausa, afasta, oculta todas as mazelas da vida real, do dia-adia, e então a pergunta: seria isso bom? Seria isso uma solução brasileira para viver?
Caramba! é impressionante como as pessoas se "divertem", se enganam, fogem, curtem, brincam, etc., durante esse fenômeno alucinógeno que desloca nossa mentes para outros lugares que não são a nossa realidade; e nós não ouvimos, ou pelo menos não queremos, falar de problemas sociais, nem de político, crises Bah!!! Eu gosto de Carnaval, mas nem por isso deixarei de ter uma opinião crítica quanto a isso: Precisamos de fugas até para fugir delas! Tente ser um pai, namorado, filho, marido, professor, patrão, cidadão perfeito e prepare-se para surtar! Nós precisamos nos esconder do Sol um pouco. Enfim...
Estamos de volta e vamu que vamu. Para aqueles que estudam no finado Cefet (quem é de lá sabe o porquê), neste mês agilizarei todo o processo para implementação do escritório de Design do Curso que irá possibilitar, para alguns alunos inicialmente, a oportunidade de exercerem sua prática profissional, aliada à experiência de compôr um ambiente de trabalho. simulado. Estaremos, juntos, caminhando rumo a um curso cada vez melhor pessoal. Vamos nessa!

Abraços e a gente volta. Valeu!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Belém: queremos a copa, mas será que podemos?




Olá!


É inevitável não emitir um comentário crítico sobre o assunto desta primeira semana de fevereiro, às vesperas do tão esperado e brasileiro Carnaval. O assunto, como já pode ser previsto pelo título deste post, é a candidatura de Belém a uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.
Tão inevitável quanto o assunto é o paralelo que podemos fazer com o recente e discutível FSM, que alastrou nossa capital com sujeitos e sujeitas possuidores de atributos e condutas, podemos dizer, no mínimo questionáveis. O evento foi empurrado guela abaixo pela a mídia e pelo governo um mês antes das nossas, já consagradas e batidas, dançarinas de carimbó, recepcionarem os primeiros turistas-participantes no aeroporto da cidade.
Por falar nisso, apesar do clima de já ganhou que se propagou esta semana após a visita dos inspetores da FIFA, há uma ou duas semanas atrás, quando estes seres carregados de poderes desembarcaram no Brasil e, no jantar da comitiva, o governador de Manaus se fez presente, dando claro aviso que sua influência política seria seu maior trunfo, a mídia brasileira, paraense e até muitos papa-chibés não estavam com esta euforia toda mostrada ontem nos jornais locais. "Manaus realmente é melhor", "...Tem mais estrutura...", "Tem viaduto lá..." e outros comentários como esses, permearam as rodas de conversa compostas por "especialistas" que começaram a pensar no tema dois ou três meses atrás, como eu e muitos curiosos!
Nessa ocasião, o publicitário Ivo Amaral, que participa diariamente do quadro de esportes do Bom Dia Pará, da TV Liberal, meio desacreditado em nossa candidatura, quando interpelado pelo jornalista Salomão Mendes se Belém ainda tinha chances de sediar o tão grandioso evento, respondeu, com sua ironia e dicção que lhe são peculiares: "Bem, quem sabe se os inspetores se encatarem, dentre outras coisas, com a beleza de nossas dançarinas de carimbó..." (Risos)

Sempre contamos com as nossas "eternas"dançarinas de carimbó nesses momentos ilustres já perceberam? Não sei porquê, mas quando vejo essa cena me vem na cabeça aquela parte do filme Caramuru, a invenção do Brasil, em que o pajé, interpretado pelo ator Tonico Ferreira, recebe o português, Selton Melo, empurrando as índias, interpretadas por Camila Pitanga e Débora Secco, para cima dele. Selton se assusta mas logo é tranquilizado com a célebre frase do pajé: "... Hospitalidade Tupiniquim!"

É extramamente importante defendermos essa candidatura de nossa cidade não só pelas promessas que já se iniciaram, mas pelo avanço de mentalidade que o nosso povo realizará recebendo um evento deste porte. Sabemos que nem só de obras de infraestrutura é que Belém carece. Por exemplo, vocês já imaginaram quantas garrafinhas de água e gomas de mascar nossos visitantes pisarão quando andarem pela Alm. Barroso? Será que alí pelas bandas do Mangueirão a segurança será tão eficiente quanto a do Fórum que "permitiu"uns três ou quatro assaltos? E os cobradores de ônibus, será que continuarão a tirar sarro de sua própria ingnorância ao relatar as tentativas frustradas de iniciarem uma conversa em outro idioma?

Essas são carências que compõem a ponta do iceberg de problemas da nossa capital Belém, mas, para não deixar de falar das "flores", eu tenho que citar o literalmente "complexo" complexo do entroncamento. Quando passo por lá cada vez mais ratifico a minha opinião de comparar esta parte tão importante de nosssa cidade a uma imensa fralda cheia de fezes! É isso mesmo, e todos nós vivemos essas fezes urbanas agravadas pela presença de camelôs, transporte alternativo, transporte clandestino, pedestres, ciclistas, lojas, vendedores de DVD pirata, vededores de lanche completo, fiéis da Igreja Universal, o Belém Importados... AHHHHH! Dá vontade de gritar: "POR QUE QUEREMOS SEDIAR UMA COPA SE NÃO CONSIGUIMOS NEM SEDIAR UM SHOPPING E UMA ESTRUTURA VIÁRIA MÍNIMA PARA UMA CIDADE COMO BELÉM?"
Desculpem, não é que eu não queira a copa aqui, longe disso, mas como receber este evento com esta mentalidade? Atrasada mais de dez anos, Belém se mostra pequena sem ser! Sem puxar para partidos políticos, mas em 12 anos avançamos mais de trinta! Como pode isso? Será que esta é a hora de nos colocarmos como uma das melhores cidades do país? Podemos colocar isso como meta não só para governos, mas para insituições de ensino, de comércio, associações de moradores, artistas, etc?
Não me entendam mal, mas imaginem o quanto o Design (e a cidade) poderia ganhar com este evento? Desde reformulações de indentidades visuais, passando por projetos de sinalização, interiores, novos produtos: artesanais e industriais, animações para TV e internet enfim...
Me despeço crendo na luz do fim do túnel, que não é o que dá acesso ao Castanheira, acesa e brilhante para todos nós paraenses.
Tchau e até a próxima.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Que venha o MBA!




Olá a todos,
Passo por aqui para informá-los que neste último final de semana, 31/01 e 01/02, eu iniciei uma nova jornada na minha carreira: O Curso de MBA em Marketing que certamente me auxiliará a adentrar nas organizações e no mercado podendo assim difundir o Design.
Procuro também aperfeiçoar a forma de apresentar os diferenciais e as vantagens que o Design pode oferecer às empresas, não vantagens estéticas ou apenas comerciais, vantangens principalmente financeiras, demonstradas com números.
Sei que precisarei adentrar em outras áreas e por isso estou disposto, sempre, a linkar todo o conhecimento adquirido em Design, com este novo universo. Até.

domingo, 25 de janeiro de 2009

É o Fórum... e isso dá em alguma coisa? (Parte 2)


Olá a todos!

Seguindo ainda com a temática Fórum Social Mundial, vou mostrar e comentar outro trecho da reportagem de O Liberal de Domingo, dia 25/01/08, caderno Atualidades, pag. 17.

“Alberto Pessoa de Lima, contador e supervisor de vendas de uma multinacional, assegura que o Fórum não vai mudar em nada a cidade. ‘O único benefício é que Belém vai aparecer um pouco mais’ [...] ‘Vamos mostrar uma Belém em uma semana totalmente diferente das outras. Acaba sendo um falso moralismo, porque depois que acaba o evento, tudo volta ao normal. Os policiais somem, os assaltos voltam, aumenta o desemprego.’

Apesar de achar importante existir um espaço para a exposição de idéias, Alberto afirma que a resolução dos problemas que serão discutidos não dependem do Fórum. 'Os problemas estão aí para todos verem. Não precisamos de gente em um Fórum para discutir problema, e sim de gente resolvendo os problemas'[...]

'As pessoas que querem proibir os desmatamentos são as mesmas que já 'desmataram' suas terras, se desenvolveram e agora querem dar uma de 'bonzinhos'. Os Estados Unidos querem proteger a Amazônia e dizem que ela é do mundo, mas não dividem o petróleo nem o poderio militar. Assim como os japoneses, que não dividem o conhecimento científico', censura.

Juliana Alves, executiva de vendas de uma agência de turismo em Belém, também não encara o Fórum Social Mundial de forma muito positiva. Desde que ficou sabendo do evento, ela começou a pesquisar os temas discutidos nas edições anteriores, mas decidiu não participar.'Acho que não é valido se reunir para não resolver nada. Criticar é muito fácil, diferentemente, de contribuir na prática com a mudança. O Fórum tem uma visão muito romântica', opina."

Quero apontar dois pontos de vista quanto às declarações acima: o primeiro, refere-se à esperteza e por que não dizer metodologia de ação dos nossos amigos gringos. Os socialistas presentes em Belém, já cuspiram, espreguejaram e até já queimaram a bandeira do EUA e certamente não vêm com bons olhos esta nação, mesmo depois da posse do cara-de-gente-fina Obama. Agora, seja com o nome de Greenpeace, que se diz canadense (e que nós sabemos que qualquer empresa mundial hoje possui capital e interesses transnacionais, e que não seria difícil ter algum dinheirinho americano aí pelo meio), seja por WWF e outras ONG's que não são de todo o mal, exceto quando interferem nos assuntos que dizem respeito ao desenvolvimento da nossa paupérrima região, notamos que mesmo com as inúmeras mazelas sociais e ambentais vividas no Nordeste e no Centro-Oeste do país o número de ONG's presentes nessas áreas é um pouco maior que a quantidade de dedos que temos na mão, enquanto que aqui, na zona verdinha (mato e árvores), amarelinha (ouro), cinzinha (inúmeros metais) e outras cores que reprensentem nossa biodiversidade estratégica para o desenvolvimento de cosméticos, remédios, novos materiais,etc, ultrapassam e muito a quantidade de dedos que temos no corpo todo!

É um discurso nacionalista sim! Não se assustem com isso. Queremos e muito nos relacionar, até mesmo o gringos que quiserem sentir o "calor"do nosso povo (em especial a nossa "pova") serão muito bem recebidos, todavia, não podemos nem seremos mais ameríndios estupefatos com espelhos e outros objetos, transcritos hoje em atitudes pseudo-amistosas e anti-democráticas, como por exemplo o travamento do desenvolvimento de culturas como a dos índios e dos moradores da floresta, que não deixarão de ser o que são se souberem navegar na internet, publicarem em seus blogs suas aflições e opiniões, frequentarem lojas de departamentos que estejam oferencendo aquele sapato que cobina certinho com aquela bermuda que eles já usam, e por aí vai. Cultura não é sinônimo de prisão.

Renegar o capitalismo, discordando um pouco do entrevistado, não é mais, pelo menos creio que não exista mais nenhum apagado ou alienado que pense assim, a luta dos movimentos sociais e socialistas. Nesta própria edição a qual eu retirei o excerto, tem uma reportagem sobre Davos e sua luta para freiar a ganância do capitalismo financeiro que é sem dúvida a causadora dessa crise que vivemos, o que mostra que tanto vermelhos, quanto azuis, já perceberam que "nem tanto ao mar nem tanto à terra, e sim pela praia que é bem melhor", como dizia um velho ditado.

Eu costumo brincar que, assim como muitas crianças que nascem em condições precárias ou em famílias detentoras de valores exclusivamente materiais, o Design é um filho do capitalismo. Pois, a própria Indústria, que seria mais como uma irmã mais velha, repassou as primeiras lições e ensinou como se portar nesse mundo-cão. Contudo, o Capitalismo, foi quem motivou e impulsionou a prática do Design, mostrando, nos primórdios e ainda hoje, mesmo já havendo outros objetivos, como o ele era um ingrediente essencial para a obtenção cada vez maior do Lucro. Seria realmente uma contradição renegarmos nossa origem. Ué, Seria?

Claro que não! Não precisamos seguir as carreiras de nossos pais, muito menos suas condutas e crenças, caso essas sejam questionáveis, conforme nosso aprimoramento intelectual e moral for se desenvolvendo. Aí se encaixa meu segundo ponto de vista. Discutir, Planejar, Fazer barulho, Manifestar-se são atitudes iniciais essenciais para um processo de mudança que só ocorre com a AÇÃO. Esta, por sua vez, para nós designers, traduz-se pela própria discussão quanto aos valores que estamos interessados difundir, defender e implementar com nossos projetos e posturas, perante a sociedade, o mercado e o mundo; tais discussões não podem, no entanto, se perderem no vento, ou em papéis soltos por aí. Devem compor artigos científicos, de periódicos como jornais e revistas, ser trabalhados em sala de aula na formação de cabeças pensantes, críticas e inspiradas.

É bem verdade que a AÇÃO, como a própria etimologia da palavra sugere, é representada, lógicamente, na prática da profissão, no desenvolvimento de projetos, em que possamos aplicar conceitos sustentáveis, buscar atingir a esfera social beneficiando não só materialmente uma comunidade, mas conceitualmente, repassando idéias, conhecimento e experiências.

Mesmo deslocado quanto ao Fórum Social Mundial, me sinto feliz em ver que eventos como esse chegam a nossa cidade e que nós, designers pensantes, podemos refletir e incidir em nossas esferas de atuação, escola, trabalho, família, etc, implementando novas formas de se construir esse mundo que possui um tijolinho nosso, mesmo que muitas vezes nem percebamos a nossa mão com um pouquinho de cimento, proveniente desta obra diária, isto é, Fazer o Design que você acredita e que o mundo credite, é somente assim que poderemos chegar de noite em nossos lares e encostar a cabeça no travesseiro prontos para relaxar, crentes de que cumprimos nossa missão.

Até a próxima. Tchau.





É o Fórum... e isso dá em alguma coisa? (Parte 1)


Olá Guerreiros!

Creio que esta poderosa ferramenta de comunicação e difusão de idéias que é o jotabloga, não poderia à parte deste tão grandioso e “elefantoso branco” evento! Oh! O que que eu disse? Será que estou renegando a tão falada iniciativa de reunir jovens, velhos, índios, pobres, enfim... uma vuca de gente para falar de suas insatisfações e dos problemas do mundo? Bem... Quase isso!

Mas não sou o único! Abaixo segue alguns trechos do jornal O Liberal, de domingo, dia 25 de janeiro de 2008, caderno atualidades, página 17:

Promover o debate democrático de idéias e formular propostas para a construção de um mundo menos desigual é o objetivo do Fórum Social Mundial, que acontece em Belém, a partir de terça-feira, 27.[...]

O economista João Olinto Tourinho e Silva revela que está apreensivo em função do SM, sobretudo com as discussões sobre o desenvolvimento da região. ‘A maioria dos participantes desse evento quer falar do futuro, falando mal do passado. As pessoas são muito negativas em relação à natureza. Querem aparecer sem ter conteúdo para falar do assunto. Eles encaram o fechamento de uma empresa como o epicentro de um terremoto. É muito fácil fazer terrorismo’ critica.

‘A Amazônia, assim como qualquer outro lugar do mundo, enfrenta problemas ambientas, porém, não podemos encará-los com radicalismo. As pessoas querem que a gente preserve, mas e o desenvolvimento? Muita gente não conhece a realidade da região’.[...] ‘Entretanto, até mesmo em projetos sustentáveis, a natureza sofre um mínimo de impacto’.

‘As pessoas vêm discutir formas alternativas para a economia que não condizem com a realidade. Todo mundo sabe que o socialismo perdeu muito espaço. Apesar do sistema capitalista ser considerado desigual, pois só aquele que quer trabalhar, trabalha, ele distribui muito mais benefícios que o socialismo, que só distribui miséria’, afirma.”

Caramba! É aquela discussão CAPITALISMO X SOCIALISMO? Não acredito! Mas é por aí mesmo coleguinhas. Na própria reportagem, que vem após apresentação “imparcial”do evento, é feito um histórico em que mostra que o Fórum acorreu a 1a vez no ano de 2001, no Rio Grande do Sul e que é concomitante ao Fórum Econômico de Davos, na Suíça. Nem seguindo por essas terras ideológicas ainda, vejam só como chega a coisa por aqui:

  • A mídia simplesmente decidiu prestar seus serviços menos de um mês antes do evento;

  • Os locais da cidade como Shoppings, Shows, Cinemas, locais de grande concentração de jovens, não funcionaram como pontos de divulgação e sensibilização para a causa, até paredão do big brother é mais popular que o Fórum;

  • Belém está imersa numa onda de violência que se não atrapalhou neutralizou qualquer organização da sociedade;

  • As vias de trânsito e a rede hoteleira mostram-se insuficientes para eventos deste porte e até maiores como os jogos da Copa de 2014, pois apesar de recebermos mais de 2 milhões de pessoas no Círio, a maioria é do interior e têm parentes na capital, nada similar ao que poderá atrair para um jogo de copa do mundo;

  • A cidade em si, não fez frente proativa para receber clientes em potencial, desde o tacacá da esquina até os passeios pela orla e ilhas do entorno de Belém;

Em todos estes fatos, eu enxergo possibilidades para o Design. Possibilidades que otimizariam a cidade e fomentariam o seu consumo. Isso mesmo. Uma cidade que recebe um evento desses tem que vender-se, no bom sentido é claro, se bem que a classe das prostitutas vibra, literalmente e financeiramente, com a chegada de tantos gringos.

Os estabelecimentos de diversas áreas poderiam procurar as universidades, o SEBRAE, assim com essas próprias instituições poderiam oferecer serviços e soluções em Design para promover, melhorar e potencializar ambientes, produtos, serviços, materiais gráficos, sem que para isso os honorários fossem condizentes com aceitável, valeria mais as experiências, a cidade que seria melhor apresentada. Você não recebe uma pessoa arrumando a casa com os artigos mais novos que você tem?

A própria sinalização da cidade poderia ter sido adaptada/otimizada com o desenvolvimento de elementos temáticos, inovadores, tanto na estética quanto nos materiais utilizados.

Outra importante oportunidade perdida pelos estudantes e profissionais de Design, que por sinal é uma falha em todas as instituições parte de um princípio básico: se eu adentro num curso e numa profissão que o próprio nome já é em inglês, presumo que esta língua será de bastante utilidade (de forma que outro idioma é crucial para qualquer profissão e profissional que queria interagir e agir numa economia de mercado e sociedade globalizadas como a nossa).

Não só o inglês, como o espanhol e o francês, serão as línguas correntes no evento, onde todos poderíamos experenciar a troca de informações em outros idiomas. Fato ainda ignorado pelas nossas instituições de ensino do Design que passam batido nesta disciplina (Língua Estrangeira) o que demonstra nossa formação incompleta e incoerente com a prática globalizada natural de qualquer ramo do conhecimento contemporâneo, já que a maioria das publicações, melhores e diversas, são internacionais.

Portanto, caros colegas, desculpem o meu olhar, mas se eu estiver enganado, ou exaltado, gostaria de pedir a contribuição de vocês. Se, pelo menos 70% do que eu disse, estiver coerente com a nossa realidade e atualidade, concluo que o Design, tomando por base sua maioria, estudantes, profissionais e instituições de ensino, ficou aquém, à parte, FORA desta oportunidade, senão política econômica, de se estabelecer cada vez mais na nossa sociedade paraense, seja trabalhando, seja reivindicando. Mas uma vez se alguém tiver algum contra-ponto quanto ao que registre aqui, por favor manifeste-se e divida conosco suas informações.

Até a próxima em que eu continuarei falando sobre o Fórum Social Mundial e o que isso serve para nós. Falow!